Manufatura brasileira em junho atinge a maior alta dos últimos quatro meses diz a IHS Markit.

O crescimento do setor manufatureiro brasileiro acelerou em junho para a taxa mais rápida em quatro meses, revelou uma pesquisa de atividade de gerentes de compras na quinta-feira, liderada pelo maior crescimento este ano em empregos e encomendas de exportação.

O ritmo médio de crescimento no segundo trimestre, no entanto, foi mais lento do que no período de três meses anterior, uma consequência da segunda onda da pandemia COVID-19.

Mas as empresas brasileiras contaram com o fim das dificuldades atuais e com um segundo semestre mais brilhante do ano, mostrou o relatório do índice de gerentes de compras (PMI) da IHS Markit.

O título PMI subiu de 53,7 em maio para 56,4 em junho, disse o IHS Markit, o maior desde fevereiro. Uma leitura acima de 50,0 marca expansão, enquanto uma leitura abaixo significa contração. A série foi lançada em 2006.

"Apesar da batalha em curso contra outra onda de casos COVID-19, as empresas viram suas carteiras de pedidos aumentarem substancialmente desde o mês passado ...(e) as fábricas trabalharam na reconstrução de seus estoques para atender à crescente demanda", disse Polyanna de Lima, diretora associada de economia na IHS Markit.

"A resiliência da indústria manufatureira alimentou o mercado de trabalho, já que as empresas estavam confiantes na recuperação e contrataram mais trabalhadores. O emprego aumentou no ritmo mais rápido em sete meses, à medida que o otimismo dos negócios melhorou", disse ela.

A resiliência da economia à pandemia levou a revisões em alta das perspectivas de crescimento deste ano, e a última previsão mediana em uma pesquisa semanal do banco central com economistas é de 5,1%.

O índice de emprego subiu para o maior desde novembro, e o índice de novos pedidos de exportação subiu para o maior desde dezembro, disse a IHS Markit.

Por: Jamie McGeever | Edição de Chizu Nomiyama | Reuters


Popular Posts