Desmatamento na Amazônia brasileira piorou nos últimos meses, diz o vice-presidente

 


Vice-presidente Hamilton Mourão, reconhece aumento da destruição na Amazônia.

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, reconheceu na quarta-feira que a destruição da floresta amazônica piorou desde março, dizendo que o governo enviaria militares se necessário para cumprir sua meta de reduzir o desmatamento até julho.

Mourão, que lidera a política do governo para a Amazônia, disse a repórteres em uma coletiva que o desmatamento neste mês “não é bom”, mas reafirmou o compromisso de reduzir o desmatamento em 15% nos 12 meses até julho.

O desmatamento na Amazônia brasileira aumentou desde que o presidente de direita Jair Bolsonaro assumiu o cargo em 2019. Ele pediu o desenvolvimento industrial de reservas naturais protegidas e criticou a fiscalização ambiental.

Bolsonaro já havia destacado militares em resposta ao aumento do desmatamento e incêndios na Amazônia, mas retirou-os no final de abril. As dispendiosas implantações ao longo de 20 meses não conseguiram reduzir a destruição  aos níveis vistos antes da presidência de Bolsonaro.

A medição anual oficial do desmatamento no Brasil vai de agosto a julho de cada ano.

Dados mensais preliminares do instituto de pesquisa do governo Inpe mostram que o Brasil está a caminho de potencialmente atingir a redução de 15% de Mourão durante esse período, com o desmatamento caindo no final de 2020 e início de 2021.

Mas os dados mostram aumentos de dois dígitos em março e abril, enquanto os meses mais críticos para o desmatamento anual estão à frente.

O desmatamento atinge o pico durante a estação seca de maio a outubro, quando é mais fácil para os madeireiros ilegais acessar a floresta para colher madeira valiosa.

Mourão disse também “lamentar profundamente” que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não tenha estado presente na reunião do Conselho Amazônico do país na quarta-feira, em um momento em que “precisamos de cooperação”.

O Brasil está sob pressão internacional, liderada pelos Estados Unidos, para mostrar que leva a sério a proteção da Amazônia, com autoridades americanas dizendo que esperam uma redução no desmatamento neste ano.

Por: Reuters

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