Importância da pesquisa clínica para a prática na área de saúde
Os avanços tecnológicos e esforços científicos para divulgação do conhecimento que vem ocorrendo nas últimas décadas colocam os profissionais da saúde frente ao desafio de se manter continuamente atualizados. Para isto é necessário decidir, tanto de forma rápida e criteriosa quais artigos devem ser lidos, como estar suficientemente treinados para fazer uma análise crítica da literatura.
Muitas vezes nos perguntamos quando uma pesquisa traz impacto para a prática e quando gera uma evidência científica? Evidência científica é quando o resultado da pesquisa é fruto de delineamentos elaborados com rigor metodológico que minimiza as chances de "viés/bias", ou seja, um tipo de erro que sistematicamente, distorce os resultados.
A matéria prima da evidência científica é a Epidemiologia clínica, uma das ciências básicas que traz bases matemáticas e estatísticas associadas à prevenção de tendenciosidades que, nos levam a resultados de pesquisa fundamentados em conclusões científicas básicas e confiáveis.
A tomada de decisão na área da saúde é bastante complexa e deveria ser adotadas mediante identificação criteriosa em cima da força e nível da evidência da pesquisa. Por exemplo, uma revisão sistemática com metanálise gera uma forte evidência, um ensaio clínico é considerado nível 1 de evidência, um estudo de coorte nível 2 e um estudo caso controle nível 3. Somado a isto, a prática na área da saúde deveria ser sustentada por pesquisas que geram evidências.
A finalidade do consumo da pesquisa clínica de qualidade é fundamental para os profissionais da saúde porque dá alicerce forte para avaliar criticamente a prática em relação aos achados de pesquisa e promover mudanças baseadas em evidências.
O grande desafio desta próxima década é formar e capacitar profissionais da área da saúde com discernimento para entender significância clínica e estatística, com competência quer, para medir o impacto de uma pesquisa clínica e quer para saber se a intervenção proposta traz redução da morbimortalidade e melhoria na qualidade de vida dos pacientes atendidos em serviços de saúde.
Por: Prof. Dra. Dulce Barbosa | Fonte: Scielo


