Pesquisador chinês apresenta técnica “quente” de transplante que protege tecidos
O método foi apresentado durante a 27ª edição da “Conferência internacional de transplante de órgãos”, que aconteceu na semana passada em Madri, na Espanha
O pesquisador chinês Eis Xiasoshun apresentou, na última terça-feira (3), em Madri, na Espanha, seu inovador método de transplante de órgãos “com fluxo sanguíneo constante”, que conserva a temperatura dos tecidos, diminuindo o risco de danos durante e depois do procedimento cirúrgico.
“O órgão se mantém quente durante todo o processo, por isso o chamo assim”, explicou em entrevista coletiva o cirurgião e professor do hospital da Universidade de Sun Yat-sen (Guangzhou, a China).
O especialista disse que nos procedimentos “tradicionais” danifica-se o órgão em 20% de sua funcionalidade do momento da extração do órgão até o momento do transplante, já que no processo ocorre perda de sangue.
O método, que não interrompe o fluxo sanguíneo, é resultado de uma cooperação entre especialistas da China e da Holanda e foi apresentado durante a 27ª edição da “Conferência internacional de transplante de órgãos”, que aconteceu na semana passada na capital espanhola.
O gigante asiático deixou para trás diversas práticas obscuras em matéria de transplantes, após a proibição, em 2015, da utilização de órgãos de presos executados para esses procedimentos, e passou a olhar para o futuro com um modelo de gestão inspirada no bem-sucedido exemplo espanhol, baseado nas UCIs (Unidades de Tratamento Intensivo).
“Essas práticas agora são ilegais e os procedimentos são controlados pelo Ministério da Saúde que trata às violações à lei de maneira severa”, explicou Huang Jiefu, diretor da Fundação de Transplantes de Órgãos da China.
Para o especialista, os rumores sobre a continuidade das más práticas têm fundo político e devem ser combatidos com transparência por parte dos órgãos responsáveis por este setor que “salvas vidas”.
Nos primeiros cinco meses de 2018, a China realizou 7.559 transplantes de órgãos, número 20,7% maior que em 2017, e aumentou em 24,6% o número de doações em relação ao ano anterior, com 2.459 casos já registrados, segundo informou a organização do Congresso em uma nota.
A China também passou a integrar um comitê especial para supervisionar o transplante de órgãos na Organização Mundial da Saúde (OMS), que se reuniu pela primeira vez durante esta edição da conferência internacional.
Para o cirurgião americano Francis Delmonico, a transparência nas práticas “é uma obrigação que os governos devem observar e, com o apoio da OMS, oferecer suporte para as agências responsáveis por supervisionar os transplantes”.
O Comitê especial para doação e transplante de órgãos e tecidos humanos da OMS é responsável por fazer recomendações políticas e dar apoio técnico sobre as doações, além de promover o fortalecimento dos países-membros na supervisão dos procedimentos.
O pesquisador chinês Eis Xiasoshun apresentou, na última terça-feira (3), em Madri, na Espanha, seu inovador método de transplante de órgãos “com fluxo sanguíneo constante”, que conserva a temperatura dos tecidos, diminuindo o risco de danos durante e depois do procedimento cirúrgico.
“O órgão se mantém quente durante todo o processo, por isso o chamo assim”, explicou em entrevista coletiva o cirurgião e professor do hospital da Universidade de Sun Yat-sen (Guangzhou, a China).
O especialista disse que nos procedimentos “tradicionais” danifica-se o órgão em 20% de sua funcionalidade do momento da extração do órgão até o momento do transplante, já que no processo ocorre perda de sangue.
O método, que não interrompe o fluxo sanguíneo, é resultado de uma cooperação entre especialistas da China e da Holanda e foi apresentado durante a 27ª edição da “Conferência internacional de transplante de órgãos”, que aconteceu na semana passada na capital espanhola.
O gigante asiático deixou para trás diversas práticas obscuras em matéria de transplantes, após a proibição, em 2015, da utilização de órgãos de presos executados para esses procedimentos, e passou a olhar para o futuro com um modelo de gestão inspirada no bem-sucedido exemplo espanhol, baseado nas UCIs (Unidades de Tratamento Intensivo).
“Essas práticas agora são ilegais e os procedimentos são controlados pelo Ministério da Saúde que trata às violações à lei de maneira severa”, explicou Huang Jiefu, diretor da Fundação de Transplantes de Órgãos da China.
Para o especialista, os rumores sobre a continuidade das más práticas têm fundo político e devem ser combatidos com transparência por parte dos órgãos responsáveis por este setor que “salvas vidas”.
Nos primeiros cinco meses de 2018, a China realizou 7.559 transplantes de órgãos, número 20,7% maior que em 2017, e aumentou em 24,6% o número de doações em relação ao ano anterior, com 2.459 casos já registrados, segundo informou a organização do Congresso em uma nota.
A China também passou a integrar um comitê especial para supervisionar o transplante de órgãos na Organização Mundial da Saúde (OMS), que se reuniu pela primeira vez durante esta edição da conferência internacional.
Para o cirurgião americano Francis Delmonico, a transparência nas práticas “é uma obrigação que os governos devem observar e, com o apoio da OMS, oferecer suporte para as agências responsáveis por supervisionar os transplantes”.
O Comitê especial para doação e transplante de órgãos e tecidos humanos da OMS é responsável por fazer recomendações políticas e dar apoio técnico sobre as doações, além de promover o fortalecimento dos países-membros na supervisão dos procedimentos.
Fonte: Efe Saúde


